O Brasil tem uma representante no topo do mundo. Ludmilla ocupa atualmente o 6º lugar no ranking global das mulheres pretas mais ouvidas no Spotify, dividindo a lista com gigantes como Beyoncé, Rihanna e Nicki Minaj. Também aparecem no seleto grupo nomes como SZA e Doja Cat. Pra uma menina que saiu da Baixada Fluminense cantando funk, o feito é daqueles de arrepiar. E os números impressionam ainda mais quando a gente olha a trajetória completa da artista.
Números de gente grande
Considerada a maior cantora negra da América Latina, Ludmilla acumula hits em diferentes gêneros, mais de 15 bilhões de streams e premiações pelo mundo, incluindo um Grammy Latino. Em setembro de 2020, ela já tinha feito história ao se tornar a primeira musicista afro-latino-americana a alcançar 1 bilhão de streams no Spotify. De lá pra cá, só cresceu.

Da Baixada para o mundo
A história da artista é digna de filme. Nascida no Rio de Janeiro e criada em Duque de Caxias, Ludmilla começou a carreira com o nome artístico de MC Beyoncé, inspirado na sua admiração pela cantora americana, mas precisou trocar por questões de direitos autorais. No início, era apontada como uma das apostas femininas do funk carioca, e em 2014 assinou com uma grande gravadora, deixou o “MC” pra trás e lançou o primeiro álbum, “Hoje”.
Depois vieram discos que marcaram época e o projeto Numanice, que nasceu como uma celebração intimista do pagode e se consolidou ao longo dos anos como um verdadeiro fenômeno cultural.
E olha que reviravolta do destino: a menina que se chamava MC Beyoncé acabou sendo anunciada pela própria diva. Em 2024, Ludmilla fez história ao se tornar a primeira artista afrolatina a se apresentar no palco principal do Coachella, o maior festival pop do mundo. As apresentações ganharam destaque em veículos nacionais e internacionais, seja pelo áudio enviado especialmente por Beyoncé para a abertura do show, seja pelo icônico beijo na esposa Brunna Gonçalves.

A aposta mais ousada da carreira
E a cantora não para, viu? Seu álbum “Fragmentos” estreou entre os melhores lançamentos da semana no ranking Top Albums Global do Spotify, aparecendo na 7ª posição, e mistura R&B com funk carioca, samba, pagode e ijexá. O trabalho levou mais de um ano e meio de produção, com gravações no Brasil e nos Estados Unidos, incluindo o lendário Westlake Studios, o mesmo escolhido por Michael Jackson para gravar “Thriller”.
Do funk da Baixada ao estúdio de Michael Jackson, do nome “emprestado” ao reconhecimento da própria Beyoncé, Ludmilla prova que o topo do mundo também fala português e pode vestir verde e amarelo.
