Existem canções que acompanham a vida da gente sem pedir licença. Elas tocam no rádio, entram na trilha da novela e ficam guardadas na memória de quem amou, sofreu e recomeçou ouvindo aquela voz. É esse o lugar que Jorge Vercillo ocupa na música brasileira. Em quatorze de novembro (sábado), ele volta a Goiânia para apresentar a nova fase da turnê comemorativa dos trinta anos de carreira, o espetáculo “JV30 Parte II – Mais um final feliz”.
O show acontece no Teatro Rio Vermelho, a partir das vinte e uma horas e trinta minutos, e a venda de ingressos é feita pela plataforma BaladAPP, da Ticketmaster. A apresentação faz parte de uma turnê que, segundo a divulgação oficial, vem lotando casas de show em todo o país.
O espetáculo tem direção visual de Rafael Dragaud, o mesmo nome por trás da turnê “Tempo Rei”, de Gilberto Gil. A montagem propõe um mergulho nas várias facetas do repertório de Vercillo, e o projeto de luz e de projeções cria atmosferas que transformam o show numa experiência para ver e para sentir, além de ouvir. A ideia é aprofundar a conexão afetiva com o público e valorizar o caminho entre o íntimo e o universal que marca as composições do artista.
Da bossa nova ao reggae, uma viagem sem fronteiras
Quem acompanha Vercillo sabe que o repertório dele não cabe em uma única gaveta. O show passeia da bossa nova ao ijexá, do samba ao R&B, do reggae ao jazz, e mostra por que o artista é um dos autores mais versáteis da música popular brasileira.
Entre os clássicos que o público pode esperar estão “Que Nem Maré”, “Fênix”, “Homem-Aranha”, “Monalisa”, “Sensível Demais”, “Final Feliz”, “Encontro das Águas” e “Ela Une Todas as Coisas”. O espetáculo também resgata composições mais recentes, como o ijexá “Só Quem Ama” e “Todo Sempre”, e traz uma nova leitura de “Fenômenos da Natureza”, que destaca o lado mais telúrico do artista.
O nome do show tem uma história. “Final Feliz”, canção de Vercillo, foi o grande impulso do álbum “Leve”, lançado em mil novecentos e noventa e nove, que o colocou no mapa do estrelato nacional. Na gravação original, ele dividiu os vocais com Djavan. A música ainda ganhou, mais tarde, a voz de Caetano Veloso em dueto com Alexandre Pires, no DVD do grupo Só Pra Contrariar. Hoje, mais de vinte e cinco anos depois, ela empresta o nome a um espetáculo que celebra a trajetória do compositor.
De cantor de bar a nome da MPB
Jorge Luiz Sant’Anna Vercillo nasceu no Rio de Janeiro, em outubro de mil novecentos e sessenta e oito, e começou a se apresentar ainda na adolescência, aos quinze anos, em bares cariocas. Com o álbum “Em Tudo que É Belo”, de mil novecentos e noventa e sete, ele consolidou o estilo e a personalidade que o acompanham até hoje, o que lhe rendeu uma indicação ao Prêmio Sharp na categoria Melhor Cantor Pop. Veio então “Leve” e, em dois mil e dois, o disco “Elo”, o primeiro pela EMI Music, quando ele já era conhecido de norte a sul do país. Nessa fase nasceu também a parceria com o mineiro Flávio Venturini, que rendeu a balada “Fênix”.
Com mais de dezesseis álbuns lançados, dezenas de músicas em trilhas de novelas e a marca de um bilhão de execuções nas plataformas, segundo a divulgação, Vercillo permanece entre as vozes mais ouvidas do país.

Ao falar da nova etapa da turnê, o próprio artista resumiu o sentimento. Ele disse que a fase tem um frescor, como se estivesse recomeçando com a bagagem de trinta anos, mas com a leveza de quem quer experimentar outras possibilidades. E fez uma promessa ao público: “Quero continuar surpreendendo o meu público e a mim mesmo”.
É essa mistura de memória e novidade que dá ao show o caráter de consagração. Trinta anos depois de começar a trajetória, Jorge Vercillo continua fazendo o que sempre fez de melhor: transformar sentimento em canção.
Serviço
Jorge Vercillo: JV30 Parte II – Mais um final feliz
Data: sábado, quatorze de novembro
Horário: vinte e uma horas e trinta minutos
Local: Teatro Rio Vermelho, em Goiânia
Ingressos: BaladAPP, by Ticketmaster
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