Neste domingo de Dia dos Pais, tem uma história que resume o que é ter um pai de verdade. Ela vem lá do interior do Mato Grosso do Sul e tem cheiro de terra molhada, poeira de estrada e muito amor. É a história de Ana Castela e do pai dela, Rodrigo Castela, o homem que está por trás de um dos maiores fenômeno do sertanejo atual. E que há poucas semanas foi publicamente defendido pela filha num desabafo honesto que viralizou nas redes sociais.

Das raízes interioranas ao topo do Brasil
Antes de lotar shows pelo país, Ana nasceu em Amambai e cresceu em Sete Quedas, no Mato Grosso do Sul, pertinho da fronteira com o Paraguai, onde visitava os avós. A vida por ali era “raiz”, clima de fazenda mesmo. A artista ganhou maior visibilidade no cenário musical em 2021, com a música “Boiadeira”, e explodiu em 2022 com o hit “Pipoco”, que chegou ao primeiro lugar, rendendo no mesmo ano o prêmio de revelação no Prêmio Multishow. Do dia pra noite, a menina da roça virou a maior estrela do agronejo. Mas a família nunca saiu do seu repertório. Principalmente ele: seu Rodrigo, que tem um papel primordial nessa jornada.

O comentário que viralizou na internet
Quem acompanha a Boiadeira sabe que o pai está sempre nos bastidores dos shows e até em muitas resenhas compartilhadas pela morena nas redes sociais. Foi justamente uma foto dos dois no camarim que gerou o burburinho. Um internauta ironizou a presença constante de Rodrigo e insinuou que ele viveria do dinheiro da filha. Ana não deixou barato, e a resposta virou um dos momentos mais comentados das redes.

“Meu pai sempre foi muito trabalhador, nunca deixou faltar nada em casa”, disparou a cantora, contando que, quando não está com ela, ele está na fazenda debaixo de sol ou chuva, ao lado do tio, do primo e do avô dela. Ana ainda afirmou que, se o pai quiser parar de trabalhar, tem todo o direito de viver da forma que merece, e completou: “Meu pai é HOMEM, diferente de uns… E já falei, se ele quiser parar de trabalhar, que pare e viva da forma que merece. Meu velho sofreu demais e hoje o que eu tenho é por ele”. Pra fechar, exigiu respeito à história do pai, deixando bem claro que não vai permitir ninguém falar bobagem sobre a família. Em tempos de tanta desunião familiar, tem coisa mais genuína que uma filha leoa defendendo o pai assim?

O chapéu que guarda a história da família
E por falar em raízes, tem outro momento recente que mostra de onde vem tanto amor. No fim do ano passado, Ana visitou o Santuário Nacional de Aparecida com a família e entregou na Sala das Promessas o primeiro chapéu da carreira, aquele que foi presente da avó, comprado no Paraguai, e que acompanhou a artista desde a época da adolescência na fazenda, andando a cavalo e lidando com o gado, até a gravação do primeiro clipe. Emocionada, ela explicou que há muito tempo tinha decidido deixar o chapéu ali, assinado, como agradecimento por tudo que ele trouxe pra vida dela, um gesto de fé que carrega parte da história da família Castela e serve de inspiração para outras famílias.

Para o futuro: o plano mais bonito
E sabe qual é o grande plano da boiadeira? Nem pense em dizer que é ainda mais fama, nem uma mansão maior. Em sua participação no programa Altas Horas, Ana surpreendeu ao revelar que pretende dar uma pausa na carreira pra ser fazendeira: “Vou parar daqui a uns dois anos, vou virar fazendeira”. Na ocasião, a artista ainda relatou que contará com a ajuda do Sr. Rodrigo, seu pai, para administrar os patrimônios.

No fim das contas, a história de Ana e Rodrigo Castela é a história de milhões de pais brasileiros que acordam cedo, trabalham no pesado e nunca deixam faltar nada. Homens simples que criam filhos gigantes. Neste Dia dos Pais, a histórida da Boiadeira serve de inspiração: sucesso de verdade é ter pra quem voltar.

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