Eduardo Bolsonaro diz estar pronto para o “tudo ou nada” e trabalha com Trump por mais sanções contra o Brasil

Em entrevista exclusiva à jornalista Bela Megale, do O Globo, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL‑SP) declarou que está...

Em entrevista exclusiva à jornalista Bela Megale, do O Globo, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL‑SP) declarou que está disposto a ir para o “tudo ou nada” em sua atuação política fora do Brasil.
Atualmente vivendo nos Estados Unidos, ele afirma trabalhar para ampliar as sanções impostas pelo ex-presidente americano Donald Trump contra autoridades brasileiras, especialmente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Eduardo Bolsonaro vive nos EUA desde março de 2025

Eduardo Bolsonaro se mudou para os Estados Unidos em março de 2025, após se licenciar do mandato na Câmara dos Deputados. Ele alega sofrer perseguição política e, por isso, decidiu articular medidas no exterior para pressionar decisões do Judiciário brasileiro.

Segundo o deputado, as sanções contra o Brasil são “a única esperança” de frear o que considera injustiças contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre as medidas defendidas por Eduardo estão:

  • Tarifas comerciais de até 50% sobre produtos brasileiros.
  • Restrições de visto para ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes.
  • Congelamento de bens de autoridades investigadas.

Relação com Trump e influência nas sanções

De acordo com reportagens internacionais, Eduardo Bolsonaro teve papel direto na articulação com o governo Trump para impor sanções contra o Brasil.
Ele agradeceu publicamente ao ex-presidente americano e ao senador Marco Rubio por apoiarem a aplicação das medidas via Global Magnitsky Act.

“Posso passar décadas fora do país”, disse Eduardo à jornalista Bela Megale, ressaltando que não pretende recuar de sua estratégia.

Investigações no Brasil

A atuação de Eduardo Bolsonaro é alvo de investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
As apurações investigam possível obstrução da Justiça e articulação com governo estrangeiro para influenciar processos judiciais internos.

Crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos

A pressão internacional agravou a crise diplomática Brasil–EUA.
Em abril de 2025, Donald Trump impôs tarifas de 10% sobre exportações brasileiras, elevando-as para 50% em julho. O governo brasileiro reagiu com:

  • Queixa na Organização Mundial do Comércio (OMC).
  • Aprovação de lei de reciprocidade comercial para retaliar as medidas.

Prisão domiciliar de Jair Bolsonaro

O impasse ganhou novo capítulo quando o STF decretou prisão domiciliar para Jair Bolsonaro, alegando descumprimento de medidas cautelares.
A defesa argumenta que as manifestações atribuídas ao ex-presidente ocorreram pelas redes sociais do filho Flávio Bolsonaro.

A Redação.

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